A resposta curta
SEO multilíngue se resume a quatro coisas. Dê a cada idioma a sua própria URL, em geral uma subpasta como /en/ ou /es/. Ligue as versões de cada página com anotações hreflang recíprocas que incluam a própria página e um x-default. Mantenha todas as URLs de idioma rastreáveis, sem redirecionamento automático entre elas. E publique só os idiomas que você consegue escrever e manter bem.
O Google recomenda URLs separadas por idioma, detecta o idioma pelo texto visível e não pelo atributo lang, e ignora anotações hreflang sem link de volta. Para o português, a escolha entre pt e pt-BR define quem vê a sua página. E o maior risco é a qualidade: tradução automática publicada em massa sem revisão. Em 14 de outubro de 2026, tiramos do ar no dardo.studio 15 idiomas traduzidos por máquina, 795 das 954 URLs do site, que traziam cerca de quatro cliques de busca por semana.
Multilíngue ou multirregional?
O guia do Google para gerenciar sites multirregionais e multilíngues separa os dois casos:
- Um site multilíngue oferece conteúdo em mais de um idioma: uma empresa brasileira com versões em português, inglês e espanhol. O Google tenta mostrar o idioma de quem pesquisa.
- Um site multirregional mira usuários de países diferentes: uma loja que vende no Brasil e em Portugal com preços em cada moeda. O Google tenta mostrar a versão do país.
Para uma empresa brasileira que vai para a América Latina, a pergunta prática é: o espanhol é um só, ou o México e a Colômbia precisam de páginas diferentes? Use uma única versão es se o conteúdo for o mesmo. Use versões por país só se mudarem preços, entrega, meios de pagamento ou textos legais.
Estrutura de URL: as quatro opções
| Estrutura | Exemplo | A favor | Contra |
|---|---|---|---|
| Domínio de país | example.com.br | Segmentação por país clara; fácil de separar | Caro, mais infraestrutura, um país por domínio |
| Subdomínio | es.example.com | Fácil de montar; servidores diferentes por região | O usuário não sabe se "es" é idioma ou país |
| Subpasta | example.com/es/ | Fácil de montar, pouca manutenção, um só host | Um só local de servidor; mais difícil separar depois |
| Parâmetro na URL | example.com?loc=es | — | O Google não recomenda |
Para a maioria das empresas, a subpasta é a melhor escolha: um domínio, uma análise de dados e toda a autoridade num lugar só. O dardo.studio usa /en/, /es/ e /pt/.
Três detalhes do mesmo guia:
- Nem todo domínio de país conta como país. Um
.com.brsinaliza o Brasil, mas o Google trata.co,.io,.ai,.mee.tv, entre outros, como genéricos. - URLs traduzidas são bem-vindas.
/pt/servicos/web-design/funciona; use UTF-8 e escape as URLs nos links. - Não troque o idioma na mesma URL. O Google recomenda URLs separadas em vez de cookies ou configurações do navegador que mudam o idioma de um mesmo endereço.
hreflang: sintaxe e regras
O hreflang diz ao Google que um conjunto de páginas são versões de idioma ou região umas das outras, para que ele mostre a certa. A documentação de versões localizadas do Google, atualizada em 21 de setembro de 2026, aceita três métodos equivalentes: elementos <link> no <head>, um cabeçalho HTTP Link (útil para PDFs) e o sitemap XML. Usar mais de um não traz vantagem na Busca e é mais difícil de manter.
Este é o conjunto da nossa página de contato em português, copiado do HTML publicado. As versões em inglês e espanhol levam as mesmas quatro linhas:
<link rel="alternate" hreflang="en" href="https://dardo.studio/en/contact/">
<link rel="alternate" hreflang="es" href="https://dardo.studio/es/contacto/">
<link rel="alternate" hreflang="pt" href="https://dardo.studio/pt/contato/">
<link rel="alternate" hreflang="x-default" href="https://dardo.studio/en/contact/">As regras do Google para qualquer método:
- Cada versão lista a si mesma e todas as outras, então o conjunto é idêntico em todas as páginas do grupo.
- As URLs são completas, com
https://. Caminhos relativos não valem. - Links de volta são obrigatórios. Se duas páginas não apontam uma para a outra, o Google ignora as tags.
x-defaulté a página de reserva para quem pesquisa num idioma que você não tem. O Google pensou nele para seletores de idioma, mas funciona em qualquer página; o nosso aponta para a versão em inglês.- Os códigos são ISO 639-1 para o idioma e, se quiser, ISO 3166-1 alfa-2 para o país.
Publicamos hreflang no HTML e também no sitemap. Isso só é seguro porque os dois são gerados com os mesmos dados do CMS; se as tags forem mantidas à mão, escolha um método.
pt ou pt-BR?
pt vale para quem pesquisa em português em qualquer país. pt-BR vale só para usuários no Brasil. Se você tem uma única versão em português escrita para brasileiros, pt também alcança quem pesquisa em português em Portugal, Angola ou nos Estados Unidos; com pt-BR sozinho, essas pessoas caem no x-default. O Google recomenda, quando há versões por país do mesmo idioma, oferecer também uma versão genérica para o resto.
Assim marcam o português alguns sites grandes, lidos em 17 de outubro de 2026:
| Site | Como marca o português |
|---|---|
| apple.com/br | pt-BR e pt-PT, uma página para cada |
| airbnb.com.br | pt (o Brasil como genérico) e pt-PT |
| shopify.com/br | pt-BR e pt-PT |
| Gmail (Google Workspace) | pt-BR e pt-PT |
| mercadolivre.com.br | Só pt-BR |
| br.hubspot.com | Só pt-BR |
| zoom.com/pt | Só pt |
| nuvemshop.com.br | Só pt-br (em minúsculas, o que o Google aceita) |
Códigos que falham
| Código | Funciona? | Por quê |
|---|---|---|
pt | Sim | Português, qualquer país |
pt-BR | Sim | Português para usuários no Brasil |
br | Não para o Brasil | br é o código ISO 639-1 do bretão; o idioma vem primeiro: pt-BR |
es-419 | Não | O Google só aceita regiões ISO 3166-1 e cita es-419 como não suportado |
en-UK | Não | UK é um código reservado e o Google o ignora; use en-GB |
x-default | Sim | Reserva para idiomas sem versão |
Os erros de hreflang mais comuns
- Faltam links de volta. A página A lista a B, mas a B não lista a A, e as duas anotações podem ser ignoradas. Acontece quando um idioma tem uma página que o outro não tem, ou quando um slug muda num idioma só.
- Um canonical apontando para outro idioma. O guia de canonicalização do Google diz que, com hreflang, o canonical deve estar no mesmo idioma. Uma página em português com canonical para a versão em inglês diz ao Google que a portuguesa é duplicada. Cada versão deve ser o próprio canonical.
- hreflang para redirecionamentos, 404 ou páginas com noindex. Cada anotação deve apontar para a URL final que responde 200, é indexável e é o próprio canonical.
- Traduzir só o template. O Google considera duplicadas as páginas localizadas apenas quando o conteúdo principal continua sem tradução. Uma página com o menu em espanhol e o corpo ainda em português não é uma versão em espanhol.
- Um
langque contradiz o texto. O Google não usalangpara detectar o idioma, mas os leitores de tela usam: o critério 3.1.1 da WCAG 2.2 (nível A) exige que o idioma de cada página possa ser determinado por software.
Um verificador de hreflang rápido
O relatório de Segmentação internacional do Search Console foi descontinuado, embora o Google diga que continua usando hreflang. A documentação dele indica ferramentas externas como o testador de hreflang da Merkle, que confere uma página publicada. Para conferir por conta própria, este script baixa uma página, depois cada alternativa, e confirma que ela responde 200 e aponta de volta:
page="https://dardo.studio/pt/contato/"
for alt in $(curl -s "$page" | grep -o '<link rel="alternate" hreflang="[^"]*" href="[^"]*"' \
| sed 's/.*href="//; s/"$//' | sort -u); do
code=$(curl -s -o /dev/null -w '%{http_code}' "$alt")
back=$(curl -s "$alt" | grep -c "hreflang=\"[^\"]*\" href=\"$page\"")
echo "$alt status=$code links_back=$back"
doneEm 17 de outubro de 2026 ele devolveu status=200 links_back=1 nas três versões. O script supõe a ordem de atributos acima; ajuste o padrão ao seu HTML.
Redirecionar por idioma: o que o Google desaconselha e um padrão seguro
O Google é direto: evite redirecionar automaticamente de uma versão de idioma para outra com base no idioma que você supõe que o usuário fala, porque isso pode impedir usuários e buscadores de ver todas as versões. A página sobre páginas adaptáveis à localidade explica o motivo: os IPs do Googlebot parecem estar nos Estados Unidos, e as requisições dele não trazem o cabeçalho Accept-Language. Um site que escolhe o conteúdo por IP ou pelo idioma do navegador mostra ao Google uma versão só. Para uma empresa brasileira com versão em inglês, isso pode significar que o Google nunca veja a portuguesa.
Redirecionar por idioma faz sentido em endereços que não pertencem a um idioma. É assim no dardo.studio:
- URLs de idioma nunca redirecionam.
/en/contact/,/es/contacto/e/pt/contato/sempre respondem 200, estão no sitemap e levam o conjunto hreflang. - Endereços neutros escolhem a versão.
/contact/ou/contato/, os que usamos em links compartilhados, respondem com um redirecionamento temporário peloAccept-Languagedo visitante, marcado comVary: Accept-Languagee sem cache. - Quem não envia preferência recebe o idioma do próprio endereço. O Googlebot não envia nenhuma, então
/contato/o leva à página em português, não à inglesa.
$ curl -sI https://dardo.studio/contact/ -H "Accept-Language: pt-BR"
HTTP/2 302
location: https://dardo.studio/pt/contato/
$ curl -sI https://dardo.studio/contato/
HTTP/2 302
location: https://dardo.studio/pt/contato/
vary: Accept-Language, CookieOs endereços neutros ficam fora do sitemap e do hreflang. A documentação de redirecionamentos do Google diz que um redirecionamento temporário não é sinal de que o destino seja o canonical, então quem carrega esse peso são as URLs de idioma: canonical próprio, entrada no sitemap e links internos. Quando alguém chega à versão "errada", um aviso oferecendo o outro idioma é mais gentil que qualquer redirecionamento.
Qualidade da tradução: quando a tradução automática vira risco
As políticas contra spam do Google, atualizadas em 28 de agosto de 2026, definem o abuso de conteúdo em escala como muitas páginas geradas principalmente para manipular o ranqueamento e não para ajudar, não importa como foram feitas. Entre os exemplos está conteúdo copiado e passado por transformações automáticas como tradução. Traduzir as próprias páginas não aparece nomeado, mas o teste é o mesmo: cada página acrescenta algo para quem lê?
A equipe do Google já respondeu à pergunta. Nas office hours de SEO de junho de 2024, Gary Illyes disse que uma tradução automática de baixa qualidade pode prejudicar o ranqueamento e recomendou que um falante nativo revise e corrija. John Mueller disse que não existe marcação para sinalizar tradução automática: se você está satisfeito com as páginas, indexe; se não, use noindex. As diretrizes do Bing acrescentam que conteúdo gerado em grande escala sem supervisão nem revisão editorial pode ficar fora do índice.
| Conteúdo | Só tradução automática? | O que precisa |
|---|---|---|
| Termos de uso, política de privacidade, contratos | Não | Tradutor qualificado ou advogado, conforme o país |
| Preços, planos, limites do produto | Não | Alguém que confira cada número e promessa |
| Páginas de serviço e landing pages | Não | Localização: as palavras que aquele mercado pesquisa e usa |
| Artigos de ajuda, documentação | Como primeiro rascunho | Revisão de quem conhece o produto |
| O arquivo inteiro do blog | Quase nunca compensa | Escolha os artigos que aquele mercado precisa e localize |
Existe ainda uma alternativa que você não precisa construir. O Google pode traduzir resultados de busca por conta própria, com título e trecho traduzidos, em pesquisas em 21 idiomas, entre eles português, espanhol, francês, alemão, árabe, hindi, coreano e tailandês. Para um idioma que você não consegue fazer bem, uma boa página no seu idioma principal pode chegar a essas pesquisas por esse caminho. É a nossa leitura do recurso, não uma promessa do Google.
A nossa decisão: tirar do ar 15 idiomas traduzidos por máquina
Em 14 de outubro de 2026, o dardo.studio deixou de publicar 15 idiomas traduzidos por máquina: francês, alemão, italiano, holandês, sueco, polonês, ucraniano, russo, árabe, hindi, tailandês, japonês, coreano e chinês simplificado e tradicional. Eram 795 das 954 URLs do site e traziam cerca de quatro cliques de busca por semana. Cada uma dessas páginas agora responde com um único 301 para a versão em inglês, e qualquer outro endereço sob um idioma retirado vai para a home em inglês:
$ curl -sI https://dardo.studio/fr/blog/apparaitre-reponses-ia/
HTTP/2 301
location: https://dardo.studio/en/blog/appear-in-ai-answers/Os nossos motivos:
- Não tínhamos como garantir a qualidade. Trabalhamos em inglês e espanhol, então não tínhamos como revisar os outros 15, e a própria equipe do Google diz que traduções automáticas de baixa qualidade podem prejudicar.
- A maior parte do site, quase nada do valor. Cinco em cada seis URLs somavam cerca de quatro cliques por semana.
- Um 301, e não um 404 ou 410. O Google indica o redirecionamento permanente quando você tem certeza de que não vai revertê-lo. Quem segue um link antigo em francês chega ao mesmo conteúdo num idioma que escrevemos, em vez de um erro.
- Menos idiomas, bem escritos. Mantivemos inglês e espanhol, os idiomas em que trabalhamos, e o português para o Brasil.
É uma decisão, não um resultado: são três dias, sem dados de impacto. O que observar: se as URLs retiradas saem do índice do Google e se as páginas em inglês ganham impressões nesses países. Os redirecionamentos seguem um mapa página por página, como numa migração; o nosso gerador de redirecionamento 301 monta um a partir de dois sitemaps, e o checklist de SEO para migração de site cobre o resto de uma mudança de URL.
Checklist para lançar um idioma novo
| Etapa | Pronto quando |
|---|---|
| Mercado | Você sabe se mira um idioma ou um país e pesquisou como as pessoas buscam nesse idioma, não a tradução das suas palavras-chave |
| Responsável | Uma pessoa fluente revisa cada página e pode mudar o texto, definida antes de escrever |
| URLs | Uma subpasta como /es/, slugs no idioma em UTF-8, todas as páginas no sitemap |
| Conteúdo | O conteúdo principal está traduzido e localizado, não só o menu: exemplos, moeda, unidades, contato, textos legais |
| Metadados | Títulos, descrições, texto alternativo e dados estruturados no idioma |
| hreflang | Recíproco, com a própria página, códigos válidos (pt ou pt-BR, nunca br), um x-default e cada URL final em 200 |
| Canonical | Cada versão é o próprio canonical |
lang e dir | O atributo lang bate com o texto; idiomas da direita para a esquerda levam dir="rtl" |
| Seletor | Leva à página equivalente, não à home; sem redirecionamento automático entre URLs de idioma |
| Regras de rastreamento | robots.txt e meta tags robots iguais em todas as versões, como o Google pede |
| Formulários e e-mail | Rótulos, erros, confirmações e respostas funcionam no idioma |
| Data de revisão | Uma data para olhar o Search Console por país e decidir se o idioma fica |
| Plano de saída | Se sair, um 301 por página para a equivalente mais próxima, fora do hreflang e do sitemap |
Se o seu site também atende quem fala espanhol no Canadá, o guia de sites em espanhol para empresas de Toronto cobre esse caso.
O que fazer agora
Rode o verificador de hreflang acima nas suas três páginas mais importantes e percorra o checklist para cada idioma que você publica. Se quiser que a Dardo planeje ou refaça um site multilíngue, com textos escritos para cada mercado e hreflang gerado de uma só fonte, veja sites multilíngues.
Perguntas frequentes
O que é hreflang?
É uma anotação que diz ao Google que várias páginas são versões de idioma ou região do mesmo conteúdo, para que ele mostre a mais adequada a cada pessoa. Ela pode ir em tags link no HTML, num cabeçalho HTTP ou no sitemap, e precisa ser recíproca entre todas as versões.
Devo usar hreflang pt ou pt-BR?
Com uma única versão em português escrita para o Brasil, pt alcança também quem pesquisa em português em Portugal, Angola ou outros países, enquanto pt-BR vale só para usuários no Brasil. Se tiver versões separadas para Brasil e Portugal, use pt-BR e pt-PT e considere uma genérica pt.
O que é hreflang x-default?
x-default é um valor reservado que indica a página para quem pesquisa num idioma ou região que você não tem. O Google o criou para páginas de seleção de idioma, mas ele pode apontar para qualquer página, como a sua versão principal.
Posso redirecionar cada visitante para o idioma dele automaticamente?
Não entre versões de idioma. O Google desaconselha porque o Googlebot costuma rastrear dos EUA sem cabeçalho Accept-Language e pode não ver as outras versões. Um redirecionamento a partir de um endereço neutro, com todas as URLs de idioma rastreáveis, evita o problema.
O Google penaliza tradução automática?
As políticas do Google miram páginas geradas em escala principalmente para ranquear, não importa como foram feitas. Gary Illyes, do Google, disse que uma tradução automática de baixa qualidade pode prejudicar o ranqueamento e recomendou revisão por um falante nativo; John Mueller sugeriu noindex nas traduções que não satisfazem.
Como verificar o hreflang?
O relatório de Segmentação internacional do Search Console foi descontinuado, então use um testador externo, como o da Merkle, ou um script que baixe cada URL alternativa e confirme que ela responde 200 e aponta de volta. Confira também se o canonical de cada versão aponta para ela mesma.
Fontes e leituras adicionais
Fontes desta página, com mais detalhes dos publicadores originais.
- Google Search Central: Managing multi-regional and multilingual sitesdevelopers.google.com
- Google Search Central: Tell Google about localized versions of your pagedevelopers.google.com
- Google Search Central: How Google crawls locale-adaptive pagesdevelopers.google.com
- Google Search Central: How to specify a canonical URLdevelopers.google.com
- Google Search Central: Redirects and Google Searchdevelopers.google.com
- Google Search Central: Spam policies for Google web searchdevelopers.google.com
- Google Search Central: transcrição das SEO office hours de junho de 2024developers.google.com
- Google Search Central: Translated results in Google Searchdevelopers.google.com
- Ajuda do Search Console: o relatório de Segmentação internacional foi descontinuadosupport.google.com
- Bing Webmaster Tools: Bing Webmaster Guidelinesbing.com
- W3C: WCAG 2.2, critério 3.1.1 Idioma da páginaw3.org
- Merkle: hreflang tags testing tooltechnicalseo.com
