Por que as equipes migram de WordPress para Astro
O editor raramente é o problema. O problema é o trabalho em volta dele: atualizações de plugins e de tema, um servidor PHP e um banco de dados para manter com patches e cache, e page builders que carregam muito mais código do que as páginas precisam. O Astro gera todas as páginas com antecedência e só adiciona JavaScript onde um componente pede, então o site público deixa de depender do WordPress para responder a cada visita.
- Risco dos plugins. A Patchstack contou 11.334 novas vulnerabilidades no ecossistema WordPress em 2025; 91% estavam em plugins, e 46% não tinham correção do desenvolvedor quando foram divulgadas.
- Velocidade real. Nos dados de setembro de 2026 do HTTP Archive para visitas pelo celular nos EUA, 62,0% dos sites WordPress passaram nas Core Web Vitals, 55,6% dos feitos com Elementor e 84,2% dos sites em Astro.
- Hospedagem. Um site Astro gerado com antecedência não precisa de PHP nem de banco de dados, e na Cloudflare as requisições a arquivos estáticos são gratuitas.
- Propriedade. Os templates ficam no seu repositório, e o conteúdo fica em um CMS que você escolhe, que pode continuar sendo o WordPress.
Essas porcentagens descrevem o que as pessoas construíram em cada plataforma, não o seu site. Nosso relatório de velocidade de plataformas web detalha os números por país; confira os dados de campo do seu próprio site no Search Console antes de pagar por uma migração para resolver velocidade.
WordPress e Astro comparados para esta migração
A comparação abaixo coloca uma instalação típica de WordPress ao lado da stack que usamos por padrão: Astro na Cloudflare com um CMS headless. Os preços dos fornecedores foram consultados em outubro de 2026.
| Área | WordPress | Astro na Cloudflare |
|---|---|---|
| Hospedagem | Um servidor PHP e um banco de dados, com cache e patches por conta da sua hospedagem ou da sua equipe | HTML gerado com antecedência em uma hospedagem estática ou rede edge; a Cloudflare serve arquivos estáticos sem cobrança por requisição |
| Edição | Editor de blocos ou um page builder dentro do wp-admin, com as funções Colaborador, Autor e Editor sem custo | Campos em um CMS headless com prévia, ou o próprio wp-admin se o WordPress continuar como CMS |
| Limites do CMS | Nenhum no software; o servidor define o teto | Os do plano do CMS: o Sanity Free comporta 10.000 documentos, e o Payload auto-hospedado não tem limite próprio |
| Controles de SEO | Plugins de SEO e de redirecionamento, como Yoast SEO e Redirection | Campos de título, descrição, canonical e schema embutidos nos templates; redirecionamentos no arquivo de regras da hospedagem |
| Manutenção | Núcleo, tema e cada plugin | Atualizações de pacotes e do framework no repositório; um build estático continua no ar se uma delas atrasar |
| Dependência | Código aberto sob a GPL; layouts de page builders ficam no formato do próprio construtor | Código no seu repositório; conteúdo em um CMS que você pode trocar ou hospedar por conta própria |
| Custo de operação | Hospedagem gerenciada como a Kinsta a partir de US$ 35 por mês, mais licenças de plugins premium | US$ 0 a 5 por mês na Cloudflare, mais o CMS: o Sanity é gratuito ou custa US$ 15 por assento |
O que sai do WordPress e o que fica para trás
Sair do WordPress é mais fácil do que sair de um construtor hospedado como o Webflow, porque o conteúdo está no seu próprio banco de dados e é exportado em um formato documentado. O arquivo WXR gerado em Ferramentas > Exportar, no wp-admin, traz posts e páginas, tipos de post personalizados e taxonomias, categorias e tags, campos personalizados, comentários e usuários. O que ele não traz é tudo o que o tema e os plugins acrescentavam à página.
- Vem como dados: corpo dos posts, datas de publicação, autores, termos e campos personalizados, incluindo os definidos com ACF, como valores brutos.
- Vem, mas precisa de limpeza: shortcodes, embeds e marcação de page builders dentro dos posts, que aparecem como texto cru ou layout quebrado fora do tema antigo.
- Copiado à parte: wp-content/uploads. O arquivo XML lista os anexos por URL, mas não contém os arquivos, então os originais saem do servidor.
- Guardado por plugins: títulos e descrições de SEO e regras de redirecionamento, que o Yoast SEO e os plugins de redirecionamento mantêm fora do corpo do post.
- Refeito em código: formulários, busca, sliders, posts relacionados e tudo mais que um plugin imprimia na página.
- Com escopo próprio: comentários, áreas de membros e lojas, que pedem uma decisão cada um antes de a construção começar.
Como o conteúdo do WordPress vira conteúdo no Astro
Definimos o modelo de conteúdo a partir do inventário antes de converter qualquer coisa. Cada tipo do WordPress vira um schema que o build confere, então uma entrada sem um campo obrigatório faz o build falhar em vez de ir ao ar.
| No WordPress | No Astro | Como migra |
|---|---|---|
| Posts e páginas | Uma content collection ou um tipo no CMS para cada um, com schema | Convertidos a partir do arquivo WXR, ou lidos da API REST no momento do build se o WordPress continuar headless |
| Tipos de post personalizados | Collection, template e rota próprios | Exportados com o resto; rotas refeitas para que cada item mantenha o slug |
| Grupos de campos do ACF | Campos tipados no schema | Lidos dos metadados do post; campos que apontam para imagens ou outros posts viram arquivos e referências |
| Categorias, tags e taxonomias personalizadas | Referências, mais páginas de arquivo onde elas trazem tráfego | URLs de arquivo mantidas, ou enviadas com 301 para a página mais próxima |
| Títulos e descrições do Yoast SEO | Campos de SEO em cada entrada | Lidos do yoast_head_json na API REST, que devolve os valores que o Yoast renderizou para cada página |
| wp-content/uploads | Imagens processadas pelo astro:assets | Originais copiados; arquivos com links ou tráfego da busca de imagens mantêm a URL ou recebem 301 |
| Blocos e shortcodes | Componentes Astro | Encontrados com uma busca na exportação e depois associados a componentes ou removidos |
| Usuários e funções | Usuários do CMS com funções | Recriados; um fluxo com redator e revisor precisa de um plano de CMS com outras funções além de administrador e observador |
| Plugins de formulário | Um endpoint de formulário sob seu controle: um Worker, um serviço de formulários ou o próprio CRM | Campos e destinos listados, envios anteriores exportados, cada formulário testado com um envio real |
Como migramos um site WordPress para Astro
Toda migração que fazemos segue a mesma ordem: inventário, mapa, ensaio, troca, acompanhamento. No WordPress, a maior parte do esforço vai para as URLs que a plataforma gera sozinha e para os recursos que os plugins forneciam.
- Inventário. Cada URL que responde (/wp-sitemap.xml ou sitemap do plugin de SEO, rastreamento, um ano ou mais de páginas de entrada no Search Console e no analytics, backlinks), mais formulários, scripts e integrações.
- Headless ou migração completa. Recomendamos um dos dois depois de ver quem edita, de quais plugins os editores dependem e se a sua hospedagem serve a API REST publicamente; em algumas, um plugin de segurança a bloqueia.
- Mapa de redirecionamentos. Uma linha por URL antiga, cada uma marcada como manter, redirecionar, unir ou desativar. Nosso gerador de redirecionamento 301 cruza os sitemaps antigo e novo na primeira passada.
- Conteúdo e mídia. Posts, campos personalizados, metadados do Yoast e uploads levados para o novo modelo, com a marcação dos page builders removida.
- Staging. Templates, formulários, analytics e consentimento construídos em um endereço que os buscadores são instruídos a não indexar, enquanto o WordPress continua atendendo os visitantes.
- Ensaio e lançamento. Rodamos a lista completa de URLs antigas no staging, corrigimos cada divergência e trocamos o DNS em uma janela planejada, com os redirecionamentos ativos e o sitemap enviado.
- Depois do lançamento. Revisões aos 30 e 60 dias em comparação com a linha de base anterior ao lançamento e, depois, a entrega de contas, DNS e da lista de redirecionamentos.
Nosso guia para migrar de WordPress para Astro documenta as etapas técnicas, se a sua equipe quiser executá-las. Quando nós executamos, é o nosso serviço de migração de site, com o front-end construído pelo desenvolvimento em Astro e a parte de edição pelo desenvolvimento de CMS headless.
Verificações antes e depois da troca do WordPress
O WordPress responde em muitas URLs que ninguém nunca digitou, então testamos com a lista completa de URLs antigas, não com o menu.
- Cada URL antiga rastreada no staging retorna 200, um único 301 para uma página 200 ou um 404 ou 410 intencional.
- URLs da plataforma cobertas: /feed/, links curtos ?p=, arquivos de autor, as bases /category/ e /tag/ e as páginas de anexo, que o WordPress 6.4 desligou em instalações novas, mas manteve em sites atualizados.
- Links com query string redirecionados em código no Worker, porque o arquivo _redirects da Cloudflare não lê parâmetros de query e responde 302 se a linha não disser 301.
- Títulos, descrições e imagens Open Graph comparados campo a campo com o que o Yoast renderizava nas páginas antigas.
- Canonicals autorreferentes nas novas URLs, e hreflang refeito se o WPML ou o Polylang o gerava.
- Os dados Schema.org que o plugin de SEO gerava, refeitos nos templates e testados no Teste de Resultados Avançados.
- Formulários testados com envios reais, e eventos de analytics disparando só depois do consentimento onde o site antigo o pedia.
- Noindex do staging removido, novo sitemap enviado no Search Console e logs de 404 do servidor lidos durante a primeira semana.
- Indexação, cliques e impressões por página comparados com a linha de base aos 30 e 60 dias. A sequência completa está no nosso checklist de SEO para migração de site.
Quando continuar no WordPress
Uma migração precisa trazer algo que o site atual não consegue oferecer. Continuar no WordPress é a melhor escolha nestes casos.
- Os plugins tocam o negócio: assinaturas, cursos, agendamentos ou uma loja WooCommerce que custaria mais para refazer do que para manter.
- Muitos redatores publicam pelas funções nativas do WordPress e gostam do editor de blocos. O WordPress headless mantém isso, ao preço de rodar dois sistemas.
- Ninguém vai cuidar do código. A equipe principal do Astro só publica correções de segurança para a versão major anterior, então alguém precisa programar as atualizações.
- O site já passa nas Core Web Vitals e está atualizado. Um WordPress lento muitas vezes se resolve no lugar, com um tema mais leve, menos plugins e uma hospedagem melhor.
Nossa comparação entre WordPress e um site sob medida mostra quando cada um compensa. Se você vai sair, mas o marketing precisa montar páginas visualmente, a migração de WordPress para Webflow se encaixa melhor do que código. E se o site se comporta mais como um aplicativo do que como um conjunto de páginas, Astro vs Next.js trata da escolha do framework.
Quanto custa manter o Astro depois do WordPress
Os custos de operação costumam cair depois da migração, mas o custo real é a construção, e a economia em hospedagem sozinha raramente a paga. Os preços abaixo são das páginas dos fornecedores em outubro de 2026, em dólares americanos.
| Item | WordPress hoje | Astro depois da migração |
|---|---|---|
| Hospedagem | Kinsta Single 20GB: US$ 35 por mês ou 350 por ano. WP Engine Essential: US$ 420 por ano a partir do segundo ano | Cloudflare: grátis para arquivos estáticos; Workers Paid a partir de US$ 5 por mês, com 10 milhões de requisições e sem cobrança de banda |
| Editores | Usuários ilimitados sem custo | Sanity Free para até 20 usuários com duas funções, ou Growth a US$ 15 por assento; o Payload é gratuito para hospedar por conta própria |
| Plugins e licenças | Plugins de SEO, de page builder e multilíngues, muitas vezes renovados todo ano | Nenhum; os recursos são código no seu repositório |
| Manutenção | Atualizações do núcleo, do tema e dos plugins | Atualizações do framework e dos pacotes |
| Se o WordPress continuar headless | A hospedagem do WordPress continua na conta | A hospedagem do Astro entra por cima |
A migração em si é orçada a partir do inventário de URLs; não publicamos um preço fixo. O que define o valor: o número de URLs e templates, os tipos de post personalizados e os grupos de campos do ACF, os plugins cujos recursos precisam ser refeitos, integrações como CRM ou agendamento e os idiomas. Para preços publicados no mercado por tamanho de site, veja quanto custa migrar um site em 2026.
Dúvidas antes de escolher
Vamos perder posições no Google ao migrar de WordPress para Astro?
Espere alguma oscilação: o guia do Google sobre mudanças de site avisa que as posições podem flutuar temporariamente enquanto ele rastreia o site de novo. Perdas duradouras vêm de erros evitáveis, como URLs antigas que deixam de responder, títulos que o plugin de SEO guardava e não vieram junto ou um noindex do staging que ficou para trás. Mantemos os links permanentes que o Astro consegue reproduzir, aplicamos 301 no resto e comparamos com a linha de base aos 30 e 60 dias. Ninguém pode garantir posições.
Dá para manter os links permanentes do WordPress, inclusive os com data?
Sim. Links permanentes por nome do post ou por data normalmente terminam com barra, o que coincide com a saída padrão do Astro em diretórios, e uma estrutura com data vira uma rota com ano, mês e slug. Os arquivos de categorias e tags mantêm a base, /category/ e /tag/ se você não a mudou, ou recebem um 301 quando não vale a pena refazer um arquivo.
Nossos editores podem continuar usando o wp-admin?
Sim, se o WordPress continuar como CMS headless: os editores mantêm o painel e o Astro constrói as páginas públicas a partir da API REST ou do WPGraphQL. Vocês continuam hospedando e atualizando o WordPress. Na migração completa, os editores passam a trabalhar na interface web do novo CMS; o dardo.studio funciona assim, e um artigo publicado entra no ar de dois a três minutos depois, quando o site termina de ser reconstruído.
O que acontece com nossos plugins e campos do ACF?
Plugins que só ajudam os editores, como o ACF, continuam funcionando em uma configuração headless, e na migração completa os grupos de campos viram campos tipados no novo modelo. Plugins que imprimiam algo na página são refeitos: os formulários ganham um endpoint próprio, a busca vira um índice estático como o Pagefind, e os plugins de cache ficam sem função.
O que acontece com nossas imagens, PDFs e arquivos do blog?
Cada original em wp-content/uploads é copiado e redimensionado pelo pipeline de imagens do Astro. Imagens e PDFs com backlinks ou tráfego da busca de imagens mantêm a URL ou recebem um 301. Os posts migram com categorias, tags e autores, e as páginas de arquivo sem tráfego são redirecionadas para o equivalente mais próximo.
Quanto tempo leva uma migração de WordPress para Astro?
Depende do número de URLs, tipos de post, plugins a refazer e integrações, e da rapidez com que as aprovações voltam, então o prazo vem com a proposta, depois do inventário. Após o lançamento, o Google diz que um site de pequeno a médio porte pode levar algumas semanas para que a maioria das páginas seja transferida, por isso o projeto vai até a revisão dos 60 dias.
O que acontece com a instalação antiga do WordPress?
Ela continua atendendo os visitantes até o dia do lançamento. Cancele a hospedagem só depois que o site em Astro responder em todas as URLs antigas, que uma exportação completa, um backup do banco de dados e uma cópia dos uploads estiverem com vocês e que nenhum redirecionamento depender do servidor antigo. Mantenha o domínio de qualquer forma: ele carrega os seus links.
Quanto custa uma migração de WordPress para Astro?
Orçamos a partir do inventário de URLs e não publicamos preço fixo, porque dois sites com o mesmo número de páginas podem exigir trabalhos bem diferentes. Tipos de post personalizados, grupos de campos do ACF, plugins a refazer, integrações e idiomas mexem no orçamento. Os custos de operação costumam cair: a Cloudflare serve arquivos estáticos de graça e o Workers Paid começa em US$ 5 por mês, em outubro de 2026.
Do blog
- Astro ou WordPress em 2026: edição, manutenção, custo anual, velocidade e quando migrar
Astro vs WordPress num site de marketing: edição, manutenção de plugins, custo anual de hospedagem, velocidade real, WordPress headless e quando ficar.
- Migrar de WordPress para Astro: como mudar o site, headless ou por completo, sem perder posições no Google
Migrar de WordPress para Astro, headless ou por completo: o que exportar, como manter títulos do Yoast, permalinks e uploads, e as URLs que muitos esquecem.
Fontes e leituras adicionais
Fontes desta página, com mais detalhes dos publicadores originais.
- Google Search Central: Mudanças de site com alteração de URLsdevelopers.google.com
- Documentação do WordPress: tela Ferramentas > Exportar (em inglês)wordpress.org
- Documentação do WordPress: personalizar links permanentes (em inglês)wordpress.org
- Documentação do WordPress: funções e capacidades (em inglês)wordpress.org
- Make WordPress Core: mudanças nas páginas de anexo (em inglês)make.wordpress.org
- Make WordPress Core: os novos sitemaps XML do WordPress 5.5 (em inglês)make.wordpress.org
- Documentação para desenvolvedores do Yoast: API REST (em inglês)developer.yoast.com
- Documentação do Astro: Migrar do WordPressdocs.astro.build
- Documentação do Astro: WordPress headless e Astrodocs.astro.build
- Documentação do Astro: Content collectionsdocs.astro.build
- Documentação do Astro: Atualizar o Astrodocs.astro.build
- Cloudflare: preços do Workers (em inglês)developers.cloudflare.com
- Documentação do Cloudflare Workers: redirecionamentos (em inglês)developers.cloudflare.com
- Sanity: preços (em inglês)sanity.io
- Payload: primeiros passos (em inglês)payloadcms.com
- Kinsta: preços (em inglês)kinsta.com
- WP Engine: planos e preços (em inglês)wpengine.com
- Patchstack: State of WordPress Security in 2026 (em inglês)patchstack.com
- HTTP Archive: Technology Report (em inglês)httparchive.org
