Qual CMS headless escolher em 2026?
Para a maioria dos sites de marketing mantidos por uma equipe pequena, Sanity ou Storyblok é a escolha hospedada mais segura: os dois têm planos de entrada que uma empresa realmente consegue usar, pré-visualização visual ao vivo e nenhum salto de preço ao chegar a dois idiomas. Escolha Payload quando o CMS vive dentro de uma aplicação Next.js com banco de dados próprio, Strapi quando você precisa hospedar por conta própria e não usa Next.js, e Contentful quando você precisa de governança corporativa e comprar da Salesforce, sua atual dona, é uma vantagem. Se só desenvolvedores editam o site, talvez você nem precise de um CMS headless.
Essa é a nossa visão depois de ler a página de preços e a documentação de cada fornecedor em 14 de outubro de 2026, e de rodar nossos próprios sites em uma sexta opção, o EmDash. Todos os preços abaixo são preços de tabela nessa data, em dólares americanos; confira de novo antes de assinar. Configuramos esses sistemas dentro do nosso trabalho de desenvolvimento de CMS headless e não somos parceiros nem revendedores de nenhum deles.
Como os seis se diferenciam antes de olhar o preço
A primeira divisão é onde seu conteúdo fica: na nuvem do fornecedor (Sanity, Contentful, Storyblok) ou em um banco de dados que você opera (Payload, Strapi, EmDash). Custo, exportação e risco decorrem disso.
| CMS | Onde o conteúdo fica | Edição e pré-visualização | Modelo de tradução | Licença |
|---|---|---|---|---|
| Sanity | Content Lake, hospedado pela Sanity | Sanity Studio, um app em React configurado em código; pré-visualização ao vivo e edição visual em todos os planos | Por campo, ou um documento por idioma, por meio de plugins oficiais | O Studio é MIT; o banco de dados é um serviço pago |
| Contentful | A nuvem da Contentful, agora parte da Salesforce | App web com editor de entradas baseado em campos; pré-visualização ao vivo ao lado do editor, rascunhos por uma Preview API separada | Por campo, com cadeias de fallback entre idiomas | Serviço proprietário |
| Storyblok | A nuvem da Storyblok | Visual Editor em todos os planos, com 2 URLs de pré-visualização no Starter e 6 no Growth | Por campo, uma pasta por idioma ou um espaço por mercado | Serviço proprietário |
| Strapi | Seu servidor, ou o Strapi Cloud | Painel de administração; a pré-visualização gratuita abre em tela cheia, a Live Preview lado a lado é paga | Por campo, grátis na edição Community | A edição Community é MIT |
| Payload | Seu banco de dados MongoDB, Postgres ou SQLite | Painel de administração instalado dentro do seu app Next.js; Live Preview em um iframe | Por campo, ativado campo a campo | MIT |
| EmDash | Seu banco de dados Cloudflare D1 ou SQLite | Painel de administração de uma integração do Astro, com edição visual embutida | Uma entrada vinculada por idioma, do jeito que usamos | MIT |
O modelo de tradução importa mais do que parece. A documentação da Sanity aponta que a tradução por campo faz todos os idiomas serem publicados ao mesmo tempo, enquanto um documento por idioma permite que cada um seja publicado no seu próprio ritmo (documentação da Sanity). A Contentful deixa um idioma recorrer a outro como fallback, então o espanhol do México pode recorrer ao espanhol da Espanha e depois ao inglês (documentação da Contentful). A Payload avisa que transformar um campo existente em localizado muda a forma como ele é armazenado e pode causar perda de dados (documentação da Payload), então decida antes de colocar conteúdo. Nosso trabalho de sites multilíngues começa por essa decisão.
Quanto cada um custa para uma equipe de 5 e uma de 12 pessoas
Os preços de vitrine escondem o limite que de fato empurra você para o plano seguinte. Calculamos duas equipes realistas a partir das páginas de preços de Sanity, Contentful, Storyblok e Strapi, em dólares americanos por mês, só a assinatura:
- Equipe A: 5 pessoas que editam ou desenvolvem, 2 idiomas, cerca de 2.000 itens de conteúdo
- Equipe B: 12 pessoas, 3 idiomas, cerca de 30.000 itens de conteúdo
| CMS | Equipe A | Equipe B | O que empurra você para o plano seguinte |
|---|---|---|---|
| Sanity | 0 no Free, mas todo mundo que edita é Administrator; 75 no Growth | 479: 12 assentos a 15, mais o complemento de 299 para mais de 25.000 documentos | Papéis, documentos, requisições à API, limites de atributos |
| Contentful | 0 no Free, que a Contentful vende para aprendizado; 300 no Lite | 1.150: Lite mais um Lite Space de 850, porque o espaço incluído no Lite vai só até 10.000 registros | Registros, tipos de conteúdo, um quarto idioma |
| Storyblok | 99 no Growth, ou 90,75 com cobrança anual | 349 no Growth Plus, porque o Growth para em 10 assentos e 25.000 stories | Assentos, stories, ativos, idiomas |
| Strapi | 0 no Community; 75 no Growth para Live Preview e Releases | 180 no Growth: 45 com 3 assentos, mais 9 assentos a 15 | Assentos, mais a sua hospedagem |
| Payload | 0 de licença, mais hospedagem | 0 de licença, mais hospedagem | Sua hospedagem e manutenção |
| EmDash | 0 de licença, mais hospedagem | 0 de licença, mais hospedagem | Sua hospedagem e manutenção |
Três limites chamaram nossa atenção ao ler as letras miúdas:
- O plano Lite da Contentful mantém o espaço do plano gratuito. O Lite custa USD 300 por mês e sobe os usuários para 20 e os idiomas para 3, mas o Starter Space incluído continua permitindo 25 tipos de conteúdo e 10.000 registros, e a Contentful conta entradas mais ativos como registros (central de ajuda da Contentful). Se cada seção de uma página for uma entrada própria com uma ou duas imagens, um site de 1.000 páginas chega a esse teto. O Lite Space que o eleva a 50.000 registros custa mais USD 850 por mês, e um quarto idioma significa Enterprise.
- O plano Free da Sanity não tem papel de Editor. O Free inclui 20 assentos, mas só os papéis Administrator e Viewer, então quem edita também pode alterar as configurações do projeto. Seus datasets são apenas públicos, o que a documentação da Sanity descreve como legíveis por qualquer pessoa (documentação da Sanity): serve para um site público, não para conteúdo restrito. Os idiomas não custam nada, mas cada dataset tem um teto de atributos únicos, 2.000 no Free e 10.000 no Growth, e as traduções de campo baseadas em objetos somam atributos para cada idioma. Os Viewers são grátis em todos os planos, e os planos de autoatendimento são cobrados só mensalmente.
- O plano Growth do Storyblok limita os ativos a 2.500. Isso cobre todas as imagens e arquivos, contra 25.000 stories, e os assentos param em 10. O Growth Plus eleva os tetos para 10.000 ativos e 100.000 stories, mas seus 15 assentos são um máximo fixo.
Hospedar por conta própria muda o custo de lugar, não o elimina. O Strapi Cloud, a hospedagem do próprio Strapi, começa em USD 35 por mês por projeto em um plano Starter que hiberna quando fica ocioso; o plano Pro, sempre ativo, custa USD 90 (preços do Strapi Cloud). Com Payload e EmDash você paga uma hospedagem e um banco de dados, mais as horas para atualizar, fazer backup e aplicar correções.
Quem é dono de cada um agora e por que isso importa
Contentful e Payload mudaram de mãos, e nenhuma das mudanças quebra um site que funciona hoje. As duas merecem entrar em uma análise de risco antes de você assinar qualquer coisa de longo prazo.
A Salesforce anunciou em 1º de junho de 2026 que compraria a Contentful e concluiu a operação em 1º de setembro de 2026. Ela diz que a Contentful será integrada de forma nativa à plataforma Customer 360, preservando a composabilidade que os desenvolvedores esperam, e que disponibilizará conteúdo estruturado aos seus agentes Agentforce (Salesforce). O anúncio não diz nada sobre planos independentes. Se você vai assinar hoje um contrato de vários anos com a Contentful, peça um teto para os reajustes na renovação e condições de exportação por escrito.
A equipe da Payload entrou na Figma em 17 de junho de 2025, e o CTO da Figma escreveu que a Payload continuará de código aberto (Figma); o código segue sob licença MIT. O que mudou foi a hospedagem: a Payload pausou o deploy de novos projetos no Payload Cloud e diz que os clientes atuais do Cloud precisarão migrar com o tempo, sem pressa (Payload). Planeje hospedar a Payload por conta própria, em qualquer host que rode Next.js.
O EmDash é a opção mais nova. A Cloudflare lançou a versão estável 1.0 em 28 de setembro de 2026 sob licença MIT, com plugins que rodam cada um no seu próprio sandbox e um servidor MCP integrado para agentes de IA (Cloudflare). Software jovem significa menos plugins, menos desenvolvedores que o conhecem e interfaces que ainda podem mudar.
Quão difícil é sair de cada um?
Os seis deixam você levar seu conteúdo embora. Eles diferem no que vem junto e em quantas ferramentas o trabalho exige.
| CMS | Como exportar | O que não vem junto |
|---|---|---|
| Sanity | A exportação de datasets da CLI: um tarball com um arquivo NDJSON de documentos mais pastas de imagens e arquivos | O schema, que vive no código do seu Studio |
| Contentful | A ferramenta contentful-export: JSON com tipos de conteúdo, entradas, ativos, idiomas, webhooks e configurações do editor | Os arquivos dos ativos, a menos que você ative o download deles |
| Storyblok | Não há exportação única: a CLI para stories e componentes, a Management API para versões e configurações, e um script para os arquivos de ativos | Os backups embutidos existem só no Premium e no Elite, e deixam de fora versões de stories, presets, configurações do espaço e os próprios arquivos |
| Strapi | O comando strapi export: um arquivo criptografado e compactado com configuração, entradas, relações, uploads e schemas | Usuários de administração e tokens de API |
| Payload | Nada a exportar: os dados já estão no seu banco de dados | Nada, se você fizer backup do banco de dados |
| EmDash | Nada a exportar: os dados já estão no seu banco de dados D1 ou SQLite | Nada, se você fizer backup do banco de dados |
Fontes: o guia de exportação da Sanity, o README do contentful-export, a documentação de backups do Storyblok e a documentação de exportação de dados do Strapi, todas listadas abaixo.
Raramente os dados são a parte difícil. A dependência se constrói em volta deles: texto rico guardado no formato JSON próprio de cada fornecedor, consultas do front-end escritas na sua linguagem de consulta ou SDK, e código de pré-visualização preso às suas ferramentas de edição visual. Mantenha o modelo de conteúdo documentado e o schema no seu próprio repositório, e uma migração de site futura será um trabalho de conversão, não uma reconstrução.
Quando você não precisa de um CMS headless
Um CMS headless acrescenta um segundo sistema para operar, pagar e proteger. Dispense-o quando:
- Só desenvolvedores editam o site. Arquivos Markdown ou MDX no repositório, validados pelas coleções de conteúdo do Astro, dão conteúdo tipado, revisão em pull requests e nenhuma assinatura.
- O marketing monta layouts novos toda semana. Campos estruturados vão atrapalhar, e um construtor visual encaixa melhor. Nossa comparação entre Webflow e Framer cobre essa escolha, e trabalhamos com os dois por meio de desenvolvimento em Webflow e desenvolvimento em Framer.
- Sua equipe é produtiva no WordPress e depende dos plugins dele. Nosso guia sobre WordPress ou um site sob medida mostra quando ficar é a melhor decisão.
- O site tem uma dúzia de páginas que mudam poucas vezes por ano. Um desenvolvedor editando o código custa menos que os assentos de um CMS.
O que aprendemos operando nosso próprio CMS
Operamos o dardo.studio em Astro com o conteúdo no EmDash, que hospedamos nós mesmos. Este artigo chegou ao CMS como rascunho por meio do servidor MCP dele, e uma pessoa decide quando vai ao ar. Três lições valem para qualquer CMS que você escolher:
- Decida o que acontece quando o CMS cai. Nossas páginas públicas são geradas antecipadamente como HTML estático, e uma leitura falha do CMS faz o build falhar, então uma queda atrasa um deploy em vez de publicar páginas vazias.
- Deixe o CMS cuidar dos redirecionamentos. Quando um editor muda um slug, o CMS registra um 301 e o próximo build o serve, então uma página renomeada nunca quebra um link antigo.
- Hospedar por conta própria torna as atualizações um trabalho seu. Adotamos um produto jovem na versão 1.0 porque o conteúdo fica em um banco de dados que controlamos e o front-end é Astro puro; se o EmDash estagnar, o site pode migrar sem ser reescrito.
Como escolheríamos
- Sanity quando os desenvolvedores vão moldar a interface de edição em código, o conteúdo é reaproveitado em várias páginas e canais, e você quer tudo hospedado. Orce o Growth para ter papéis de verdade e fique de olho na cota de documentos.
- Storyblok quando o marketing quer montar páginas em um editor visual a partir de componentes que você define. Observe assentos e ativos.
- Contentful quando você precisa de governança corporativa e a relação com a Salesforce ajuda em vez de preocupar. Oriente o orçamento para além do Lite.
- Payload quando o site faz parte de um produto Next.js com banco de dados, usuários e regras de acesso próprios; nosso trabalho de desenvolvimento em Next.js muitas vezes começa aí, e nossa comparação Astro vs Next.js ajuda se o framework ainda estiver em aberto.
- Strapi quando você precisa hospedar por conta própria em Node.js, sem Next.js. Orce o Growth se os editores precisarem de pré-visualização lado a lado.
- EmDash quando o site é Astro na Cloudflare, você não quer pagar licença, quer agentes de IA no fluxo de publicação e aceita um ecossistema pequeno.
Se você está escolhendo agora, conte o que você publica, quem edita e em quantos idiomas. Recomendaremos um CMS, ou nenhum, antes de orçar.
Perguntas frequentes
A Sanity é melhor que a Contentful?
Para a maioria das equipes pequenas e médias, a Sanity entrega mais nos planos de entrada: idiomas ilimitados, pré-visualização ao vivo e edição visual em todos os planos, e assentos a partir de USD 15 por mês. O primeiro plano pago da Contentful custa USD 300 por mês e permite 3 idiomas. O argumento da Contentful é a governança corporativa e, desde setembro de 2026, pertencer à Salesforce, o que ajuda se você já usa Salesforce. A contrapartida da Sanity é que o editor é configurado em código, então precisa de um desenvolvedor para ficar bem feito.
O Payload CMS continua gratuito e de código aberto depois de entrar na Figma?
Sim. A Payload continua sob licença MIT, o CTO da Figma escreveu em junho de 2025 que ela continuará de código aberto e a Payload diz que segue sendo um produto autohospedado. O que mudou foi o Payload Cloud: o deploy de novos projetos está pausado, os projetos existentes continuam rodando e a Payload diz que os clientes do Cloud precisarão migrar com o tempo. Em um projeto novo, planeje hospedar a Payload por conta própria em qualquer plataforma que rode Next.js, com MongoDB, Postgres ou SQLite.
O que a compra pela Salesforce significa para os clientes da Contentful?
A Salesforce concluiu a operação em 1º de setembro de 2026 e diz que a Contentful será integrada ao Customer 360 e alimentará o Agentforce com conteúdo. O anúncio não diz nada sobre mudanças nos planos independentes, e em 14 de outubro de 2026 a página de preços ainda mostrava Free, Lite a USD 300 por mês e Enterprise. Se você vai renovar, peça um teto para os reajustes de preço, condições de exportação por escrito e clareza sobre onde seus dados ficam hospedados.
Qual CMS headless é o mais barato para uma equipe pequena?
Pela licença, Payload, a edição Community do Strapi e EmDash não custam nada, mas você paga a hospedagem e alguém para atualizá-los e fazer backup. Entre as opções hospedadas para cinco pessoas, o Sanity Growth custa USD 75 por mês, o Storyblok Growth USD 99 e o Contentful Lite USD 300, em outubro de 2026. O plano Free da Sanity não custa nada se todos que editam puderem ser administradores. Qual sai mais barato em três anos depende de quem mantém o servidor.
Posso trocar de CMS headless depois sem perder conteúdo?
Pode, se você planejar. Sanity, Contentful e Strapi exportam entradas e ativos com ferramentas próprias, o Storyblok exige a CLI, a Management API e um script para os ativos, e Payload e EmDash já guardam os dados no seu banco de dados. O trabalho está em converter o texto rico e as referências entre formatos, reescrever as consultas do front-end e redirecionar qualquer URL que mudar. Manter o schema no seu repositório facilita muito.
Preciso de um CMS headless para um site de marketing?
Nem sempre. Se só desenvolvedores editam o site, Markdown com as coleções de conteúdo do Astro é mais simples e gratuito. Se o marketing desenha layouts novos toda semana, Webflow ou Framer servem melhor do que campos estruturados. Um CMS headless compensa quando não desenvolvedores publicam com frequência, o conteúdo aparece em várias páginas, sites ou apps, ou o site roda em vários idiomas com slugs e estados de publicação próprios.
Fontes e leituras adicionais
Fontes desta página, com mais detalhes dos publicadores originais.
- Sanity: Pricingsanity.io
- Contentful: Pricingcontentful.com
- Storyblok: Pricingstoryblok.com
- Strapi: Self-hosted pricingstrapi.io
- Salesforce: Salesforce signs definitive agreement to acquire Contentfulsalesforce.com
- Figma: Welcoming Payload to the Figma teamfigma.com
- Payload: Payload has joined Figmapayloadcms.com
- Cloudflare: EmDash 1.0, the stable CMS with a secure plugin registryblog.cloudflare.com
- Sanity docs: Export a datasetsanity.io
- Contentful: contentful-export on GitHubgithub.com
- Strapi docs: Data exportdocs.strapi.io
- Storyblok docs: Backupsstoryblok.com
